CLÍNICA DE TRANSIÇÃO PAULO DE TARSO OFERECE TERAPIA DA FALA E LINGUAGEM NO TRATAMENTO PÓS-AVC

A cada cinco minutos uma pessoa morre após ter um Acidente Vascular Cerebral ou Encefálico (AVC ou AVE) no Brasil. Essa lesão pode causar a diminuição ou a perda dos movimentos do corpo e a alteração da fala, linguagem e deglutição. Essa mudança na linguagem ocorre quando a lesão se dá, principalmente, no lado esquerdo do cérebro e denomina-se afasia.

Na afasia temos não somente alterações na fala, a compreensão, a leitura, a escrita e a habilidade para cálculos também podem estar debilitados, dificultando a comunicação com a família e os amigos e a realização de atividades diárias. A pessoa com essa condição pode falar e nomear objetos, mas pode não conseguir usar a linguagem de forma funcional e contextualizada. Em algumas situações, a afasia está associada com os processos cognitivos como, por exemplo, alteração de memória ou atenção.

De acordo com a fonoaudióloga da Clínica de Transição Paulo de Tarso, Rejane de Castro, o tratamento fonoaudiológico da afasia é feito pela estimulação da linguagem. “Ele é planejado especificamente para cada caso, conhecendo as condições do paciente. Construímos pontes entre as habilidades que permaneceram e as que foram perdidas, valendo-se da plasticidade do sistema nervoso central para melhorar a afasia. No entanto, o nível dos resultados depende de alguns fatores como a extensão da lesão, a idade do paciente e suas condições gerais de saúde, além da motivação do tratamento”, explica.

Rejane de Castro esclarece também que podem existir alterações da fala classificadas como disartria e apraxia. “Nas disartrias, podemos ter alterações na articulação, na respiração, na prosódia, na ressonância ou na fonação, levando a uma desordem motora da fala. Já nas apraxias, as alterações são referentes ao planejamento e à execução do movimento, resultando em erros de produção dos sons”.

Na Clínica de Transição Paulo de Tarso, é elaborado um plano terapêutico individualizado estruturado por uma equipe transdisciplinar. “Essa proposta é alinhada aos cuidados passados para a família e cuidadores, que irá potencializar os resultados. Ter uma família participativa e engajada no tratamento faz toda diferença no processo de reabilitação do paciente. O tratamento pós-AVC pode ser um caminho longo, cheio de desafios e de altas expectativas e é de suma importância orientar os familiares e cuidadores sobre como lidar com essas alterações, promovendo um ambiente acolhedor, tranquilo e não potencializando a frustração e a tristeza, que muitas vezes esses pacientes apresentam”, finaliza Rejane.

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