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JANEIRO BRANCO: SAÚDE MENTAL E OS SINAIS DE DEPRESSÃO NA TERCEIRA IDADE

“Ah, é normal ele ficar quietinho assim, é da idade.”

“Ela ficou mais fechada depois da cirurgia, idoso é assim mesmo.”

Frases como essas são comuns, mas perigosas. Em janeiro, mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental (campanha Janeiro Branco), é fundamental combater um mito prejudicial: a ideia de que a depressão ou a apatia são consequências naturais do envelhecimento.

Envelhecer traz mudanças no ritmo de vida, mas perder o interesse pelas atividades cotidianas, o apetite ou a vontade de interagir não faz parte do processo saudável. Muitas vezes, o que a família interpreta como “teimosia” ou “cansaço” são, na verdade, sintomas clínicos de um quadro depressivo que precisa de tratamento.

Neste artigo, abordaremos como identificar esses sinais e por que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo, especialmente após uma internação.

O impacto da hospitalização na saúde mental

Para um idoso, passar por um período de internação, seja por uma cirurgia, um AVC ou uma infecção grave, é um evento estressante. A ruptura da rotina, a perda momentânea da autonomia e o ambiente hospitalar podem gerar insegurança.

Isso pode desencadear ou agravar quadros de ansiedade e depressão. O corpo pode receber alta e estar curado, mas a saúde emocional volta para casa fragilizada, exigindo atenção redobrada dos cuidadores.

Sinais de alerta: o que observar no comportamento?

A depressão na terceira idade nem sempre se manifesta com choro ou tristeza explícita. Ela costuma apresentar características diferentes das observadas em jovens. Fique atento a estes sinais:

  1. Anedonia (perda de interesse): atividades que antes davam prazer (cuidar das plantas, ver futebol, artesanato) são abandonadas sem motivo aparente.
  2. Alterações fisiológicas: mudanças bruscas no sono (insônia ou dormir excessivamente) e no apetite (recusa alimentar ou comer sem vontade).
  3. Somatização: queixas físicas constantes que não melhoram com medicação, como dores difusas, desconforto gástrico ou tonturas. Muitas vezes, o sofrimento psíquico se manifesta no corpo.
  4. Alteração de humor e apatia: irritabilidade excessiva, falta de paciência ou uma indiferença total em relação ao ambiente e às pessoas.
  5. Autonegligência: falta de cuidado com a higiene pessoal, recusa em tomar banho ou trocar de roupa.

A reabilitação como aliada da saúde mental

O tratamento da saúde mental no idoso é multidisciplinar e responde muito bem a estímulos adequados. É neste ponto que uma clínica de transição desempenha um papel estratégico.

Na Clínica de Transição Paulo de Tarso, a abordagem terapêutica integra corpo e mente:

  • Rotina estruturada: ter horários definidos para despertar, realizar terapias e refeições devolve a sensação de controle e segurança ao paciente.
  • Estímulo social: sair do isolamento do quarto e conviver com outros pacientes e com a equipe combate a solidão e estimula a cognição.
  • Resgate da autonomia: cada conquista na fisioterapia (como voltar a andar ou comer sozinho) funciona como um reforço positivo para a autoestima. O idoso percebe sua capacidade de recuperação e retoma a confiança.

Em 2026, atenção integral ao idoso

Se você notar que um familiar idoso apresenta mudanças bruscas de comportamento ou isolamento, não ignore. Não assuma que é apenas “coisa da idade”. A saúde mental precisa de intervenção profissional, que pode envolver psicoterapia, suporte medicamentoso e acolhimento familiar.

Neste Janeiro Branco, o convite é para um olhar integral: cuidar das emoções é essencial para viver com qualidade.

Precisa de um ambiente que cuide da reabilitação física e emocional do seu familiar? Entre em contato e conheça a abordagem humanizada da Clínica de Transição Paulo de Tarso. 

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