A reabilitação precoce é definida como a implementação de intervenções terapêuticas desde a internação, garantindo a continuidade dos cuidados após a alta
Quando um paciente recebe alta do hospital, a expectativa é sempre a de retorno à vida normal. No entanto, esse momento exige cuidados especializados para evitar complicações e garantir uma recuperação eficaz. Entre esses cuidados, a fisioterapia e a reabilitação precoce desempenham um papel essencial na transição entre o ambiente hospitalar e o domicílio ou uma unidade de cuidados intermediários.
A reabilitação precoce é definida como a implementação de intervenções terapêuticas desde a internação, garantindo a continuidade dos cuidados após a alta. Seu objetivo é prevenir a perda funcional, acelerar a recuperação e melhorar a qualidade de vida do paciente. Segundo a Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR), iniciar o processo reabilitador o quanto antes está diretamente associado à redução do tempo de internação e à diminuição dos índices de reinternação.
Prevenção de complicações
Após dias ou semanas de repouso hospitalar, pacientes — especialmente idosos ou aqueles que passaram por cirurgias — podem apresentar fraqueza muscular, dificuldades de mobilidade e maior risco de desenvolver complicações como trombose venosa profunda e pneumonias relacionadas à imobilidade.
A fisioterapia tem papel decisivo nesse contexto, promovendo a mobilização precoce, o fortalecimento da musculatura e a reeducação respiratória. De acordo com estudos publicados no Physical Therapy & Rehabilitation Journal, programas estruturados de fisioterapia domiciliar podem reduzir em até 30% o risco de novas internações, garantindo que o paciente preserve sua capacidade funcional durante a recuperação.
Papel da fisioterapia na transição
A transição hospitalar é um período crítico, em que a fragmentação dos cuidados pode levar a eventos adversos. Por isso, o Ministério da Saúde, por meio da Linha de Cuidado para Reabilitação, recomenda que a fisioterapia seja integrada ao plano de alta, trazendo orientações claras sobre exercícios, posicionamento adequado, uso correto de dispositivos de auxílio (como andadores e bengalas) e medidas para prevenção de quedas no domicílio.
Além disso, a avaliação fisioterapêutica individualizada permite que o plano de reabilitação seja ajustado conforme as necessidades do paciente. O tipo de cirurgia realizada, o grau de dependência funcional e a presença de doenças crônicas como AVC e doenças respiratórias são fatores determinantes para uma melhor abordagem terapêutica.
Reabilitação Multidisciplinar: o caminho para o sucesso
A fisioterapia não atua de forma isolada. A recuperação eficaz exige um trabalho multidisciplinar, envolvendo médicos fisiatras, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e nutricionistas. Cada profissional desempenha um papel essencial para que a transição hospitalar ocorra de maneira segura e resulte em ganhos reais na autonomia do paciente.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,4 bilhões de pessoas no mundo precisam de reabilitação em algum momento da vida, e grande parte dessas necessidades surge após hospitalizações prolongadas.
Reafirmando compromissos
A Suntor reforça o compromisso da Rede Paulo de Tarso com a inovação e a qualidade no atendimento em saúde. Sua atuação vai além da assistência médica convencional, trazendo um conceito de cuidado que equilibra tecnologia, humanização e expertise clínica.
Para pacientes em reabilitação ou que necessitam de suporte clínico especializado antes de retornarem ao lar, a Suntor representa um novo padrão de cuidado, onde a segurança, o conforto e a eficácia se encontram para proporcionar uma recuperação mais completa e humanizada.